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Festival Política
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Em várias salas
Sinopse

O Cinema São Jorge abre as suas portas para a terceira edição do Festival Política, que entre cinema, conversas, debates, concertos, workshops e arte nos convida a repensar a sociedade atual e os moldes em que exercemos a nossa cidadania. Depois de as questões da igualdade e da não-discriminação ter dado o mote para a edição de 2018, este ano a tónica está no futuro da Europa. Para onde vai o nosso continente? E os seus cidadãos? Entre 25 e 28 de abril, haverá muito para fazer, ver, partilhar e participar.

 

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Programa:

 

25 de Abril

18.00 | O 25 de Abril continua aqui – concerto, performance e debate

Sala Manoel de Oliveira

Música, discursos e intervenções de que não costumam ser ouvidas no 25 de Abril – e muito menos ocupar o principal palco da Avenida da Liberdade. Curadoria: António Brito Guterres.

 

26 de Abril

17.30 | Para Onde Vai a Europa – debate

Sala Manoel de Oliveira

Cidadãos são convidados a posicionarem-se perante os vários desafios do projecto europeu no palco principal do São Jorge. O debate é com todos e para todos.

 

18.30 | The Trial: The State of Russia vs Oleg Sentsov, de Askold Kurov (75')

Sala Manoel de Oliveira

Oleg Sentsov é um realizador de cinema ucraniano, detido em 2014 na Crimeia e condenado a 20 anos de prisão, acusado de planear actos terroristas contra o domínio russo de facto na Crimeia. A Amnistia Internacional descreveu o processo judicial como um "julgamneto injusto perante um tribunal militar". Em 12 de Dezembro de 2018 Oleg Sentsov recebeu do Parlamento Europeu o Prémio Sakharov para a Liberdade de pensamento, em reconhecimento e solidariedade para com a sua luta. Parceria: Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal

 

23.00 | Sessão Fronteiras

Sala 3

Haram- Forbidden”, de Mahir Yildiz (Áustria, 11')

A história real de um jovem que foi preso por fundamentalistas no seu país por estar a fumar. Depois de fugir para a Europa depara-se num abrigo para refugiados com o homem que o torturou na prisão. Venceu o Austrian Youth Peace Prize.

The Pianist of Yarmouk”, de Vikram Ahluwalia (Reino Unido, 13')

A história real de Aeham Ahmad, um pianista de música clássica, que ficou internacionalmente conhecido quando, em 2014, foi filmado a tocar piano num campo de refugiados. Teve de deixar a sua cidade natal, Yarmouk, onde tocava piano para as crianças em plena guerra. Onde está agora?

Are you Volleyball”, de Mohammad Bakhshi (Irão, 15')

Um grupo de refugiados de um país árabe quer atravessar a fronteira para entrar num país de língua inglesa. Os conflitos com os soldados na fronteira são constantes. Até que um dia, repentinamente, tudo muda. Premiado em festivas nos Estados Unidos, Irão, Itália, Grécia e China.

 

27 de Abril

15.00 | Tradballs – Workshop de Danças Europeias

Sala Manoel de Oliveira

A Cooperativa de Artes e Cultura Tradicionais ensinará as danças tradicionais europeias mais populares. Vamos conhecer as danças de roda, em linha, a par ou em grupo, onde se dá ênfase ao convívio, à diversão e à descontração. Não há limite de idade para dançar e para quebrar fronteiras.

Capacidade: 20 pessoas mediante inscrição via festivalpolitica@gmail.com. A partir dos 6 anos.

 

16.00 | Catalunya: 1-0, de Xuban Intxausti (Espanha, 40')

Sala 3

As imagens e testemunhos do que se passou em cinco assembleias de voto do referendo convocado pela Generalitat da Catalunha, a 1 de Outubro de 2017. Várias imagens foram recolhidas com telemóveis pelos próprios cidadãos. Quando estreou no canal TV3 da Catalunha, bateu recordes de audiência. Produzido pela Mediapro.

 

16.30 | Trocar seis por meia dúzia - talk

Sala 2
Pedro Pires fala sobre a sua identidade enquanto angolano e português, e sobre a sua integração nestes dois países. Usando exemplos da sua obra reflete sobre temas presentes na sua prática artística, tal como migração, fronteiras e identidade deslocada.

Com tradução em língua gestual portuguesa.

 

17.00 | Cara a cara com candidatos às eleições no Parlamento Europeu

Sala 2

Encontro entre os cidadãos e candidatos às eleições ao Parlamento Europeu. Durante cinco minutos, os participantes inscritos conversam individualmente com os candidatos, apresentando dúvidas, questões e contributos. Com tradução em língua gestual portuguesa. Capacidade 20 pessoas mediante inscrição: festivalpolitica@gmail.com

 

17.30 | Sessão Todos Europeus

Sala 3

"Magister", de Kikian Huet (França, 6')

A história de Edward, um jovem treinado para substituir o presidente totalitário de uma nação. Se numa primeira fase expressa admiração, depois descobre o lado negro desse privilégio.

"Welcome to the New World", de Anni Sultany e Jerry Suen (Alemanha, 11')

Relato ficcional baseado em eventos reais e filmado durante o encontro G20 em Hamburgo em 2017. Conta a história de Lenina, cuja realidade muda repentinamente quando se vê confrontada com questões de poder e legitimização de violência. O grupo Great 20, que era suposto proteger a humanidade, começa a reprimi-la. Premiado no Bristol Radical Film Festival

"Mohamed, The First Name" de Malika Zaïri (França, 15')

Mohamed é o nome próprio mais popular do mundo. No entanto, é um fardo no mundo ocidental como explica Mohamed, um menino de 10 anos, através de experiências da sua vida em França.

"Cristian", de Luís Baldaque (Portugal, 26')

Retrata a vida de um homem de nacionalidade romena, ex-toxicodependente e ex-sem-abrigo. Christian Georgescu nasceu em 1978 na Roménia e foi no Porto que renasceu. É nesta cidade que reescreve a sua história como ativista e educador de pares. O carisma que o caracteriza une-se à determinação de querer trazer a mudança à vida daqueles que hoje passam por muito daquilo que foi o seu passado. O documentário aborda as diferentes fases da sua vida, assim como o seu renascer das cinzas.

 

18.30 | De volta ao passado: populismos, nacionalismos, fascismos – debate

Sala 2

Que intolerâncias e preconceitos os Estados estão a explorar e a promover como agendas políticas? É mau ser populista? Ceder ao que a maioria quer, em detrimento das minorias, é democrático? Serão o euro, a ação da UE e as políticas que privilegiam o capital a causa das desigualdades e do mal-estar das populações? Ou será que estamos só mais intolerantes e amedrontados num mundo em que a Europa tem menos poder? Terá o projeto europeu morrido? Porque escolhemos políticos que defendem um regresso aos nacionalismos num mundo cada vez mais ligado e globalizado? Caminhamos para tempos que fazem lembrar o que passou antes das Grandes Guerras do século passado?

Organização: Fumaça (www.fumaca.pt)

Com tradução em língua gestual portuguesa.

 

21.30 | Útero, por Aurora Pinho – concerto

Sala Manoel de Oliveira

Utero é um universo em plena mutação que - na forma de seres com cabeças de lobos e o renascimento da fênix - se sucedem na génese do universo, apresentando a ideia sonora "olho de peixe".

 

22.00 | Sessão LGBTI

Sala Manoel de Oliveira

I'm Sorry”, de Lovisa Lara (Islândia, 16')

Toda a gente pensa que Addy tem uma relação perfeita com a sua namorada Salka. Mas quando Addy testemunha a ajuda de uma amiga a uma vítima de abuso no namoro é que percebe que tem de olhar para os termos da sua própria relação. Eleita melhor curta nos Independent Shorts Awards (EUA) e no Changing Face International Film Festival (Austrália).

"Aurora", de Carlota Fernandes (Portugal, 12')

Aurora é uma jovem artista. Nasceu numa pequena vila do Norte, pertencente a Santa Maria da Feira. Desde cedo se apaixonou pela dança e pela moda. Hoje vive em Lisboa onde percorre o sonho de suceder no mundo da arte performativa. Entre ensaios e espetáculos, luta por mostrar o seu trabalho e quebrar preconceitos com as suas criações. Uma viagem pela sua arte e pela luta que é ser uma artista em transição. Flávio é o seu nome de batismo e Aurora o nome que escolheu para o renascimento.

"Queer Lives Matter - How LGBT-Activists Change The World", de Markus Kowalski (Alemanha, 30')

Esta é uma viagem conduzida pelo jornalista Markus Kowalski ao encontro de jovens activistas à volta do mundo que lutam pelos direitos de lesbicas, gays, bissexuais e transexuais em nome da igualdade e aceitação. Testemunhos recolhidos na Alemanha, Grécia, Turquia, Marrocos, África do Sul e Índia. Eleito Melhor Filme LGBT do Festival de Cinema Independente de Berlim 2019.

 

23.15 | Sessão Corpos Políticos

Sala 3

"Company B", de Tess Motherway  (Irlanda, 5')

A Company B trabalha a dança contemporânea junto de rapazes jovens, num país onde os rapazes têm sido uma minoria na dança. Pretendem criar um espaço seguro para que os rapazes possam expressar-se pelo movimento e dança. Neste documentário falam dos desafios que enfrentam enquanto rapazes que dançam, revelam os obstáculos, o que sentem e porque adoram dançar.

"The Grey Area", de Katie Clark (Reino Unido, 4')

A realizadora usa animação 2D e a dobragem para abordar uma experiência pessoal de assédio sexual. É desta forma que coloca questões a si e à audiência sobre o que aconteceu naquela noite.

"9023", de Sotiris Petridis e Tania Nanavraki (Grécia, 7')

Nesta alegoria à crise económica que vivemos, a historia conduz-nos por um mundo onde, em resposta à fome generalizada, o governo permite que os cidadãos não produtivos possam ser comidos.

"The Guest", de Mahmut Duyan (Turquia, 10')

Miriam emigrou da Síria enquanto refugiada e foi forçada a viver uma vida de prostituição na Turquia para sobreviver.

"Prisoner of Society", de Rati Tsiteladze (Geórgia, 15')

Esta é uma viagem íntima ao mundo e cabeça de uma mulher transexual, prisioneira entre o seu desejo de liberdade e as expectativas dos seus país e da sociedade onde se insere.Foi o primeiro documentário georgiano a ser nomeado para os European Film Academy Awards.

 

28 de Abril

15h30 | Descobrir a Europa – workshop infantil

Sala 2

Conhecer a História da Europa e das suas instituições de uma forma divertida. Dos 6 aos 10 anos Apresentado por Espaço Europa. Parceria: Serviço de informação da Representação da Comissão Europeia e do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal

Capacidade para 15 crianças mediante inscrição via festivalpolitica@gmail.com

Com tradução em língua gestual portuguesa.

 

15.30 | Sessão Fronteiras

Sala 3

Haram- Forbidden”, de Mahir Yildiz (Áustria, 11')

A história real de um jovem que foi preso por fundamentalistas no seu país por estar a fumar. Depois de fugir para a Europa depara-se num abrigo para refugiados com o homem que o torturou na prisão. Premiado em festivais nos Estados Unidos, Irão, Itália, Grécia e China.

The Pianist of Yarmouk”, de Vikram Ahluwalia (Reino Unido, 13')

A história real de Aeham Ahmad, um pianista de música clássica, que ficou internacionalmente conhecido quando, em 2014, foi filmado a tocar piano num campo de refugiados. Teve de deixar a sua cidade natal, Yarmouk, onde tocava piano para as crianças em plena guerra. Entretanto, teve de abandonar a Síria.

Are you Volleyball”, de Mohammad Bakhshi (Irão, 15')

Um grupo de refugiados de um país árabe quer atravessar a fronteira para entrar num país de língua inglesa. Os conflitos com os soldados na fronteira são constantes. Até que um dia, repentinamente, tudo muda.

 

16.30 | As estratégias digitais como fatores de decisão de voto: ameaça à democracia ou estímulo à participação política?

Com Sérgio Denicoli, investigador da Universidade do Minho e sócio-diretor da AP Exata

Sala 2

Digital influencers, monitorização de redes, análise de big data, machine learning. O crescimento do peso dos sistemas tecnológicos sobre o agendamento do debate político e o rompimento das narrativas hierárquicas da imprensa sobre os processos democráticos têm colocado em causa a legitimidade dos sufrágios eleitorais. Processos de difusão de fake news e doutrinação política, por meio de militância digital, deixam a verticalização da difusão de informações propiciada pela Internet sob suspeita.

Com tradução em língua gestual portuguesa.

 

16.30 | Sessão Corpos Políticos

Sala 3

"Company B", de Tess Motherway  (Irlanda, 5')

A Company B trabalha a dança contemporânea junto de rapazes jovens, num país onde os rapazes têm sido uma minoria na dança. Pretendem criar um espaço seguro para que os rapazes possam expressar-se pelo movimento e dança. Neste documentário falam dos desafios que enfrentam enquanto rapazes que dançam, revelam os obstáculos, o que sentem e porque adoram dançar.

"The Grey Area", de Katie Clark (Reino Unido, 4')

A realizadora usa animação 2D e a dobragem para abordar uma experiência pessoal de assédio sexual. É desta forma que coloca questões a si e à audiência sobre o que aconteceu naquela noite.

"9023", de Sotiris Petridis e Tania Nanavraki (Grécia, 7')

Nesta alegoria à crise económica que vivemos, a historia conduz-nos por um mundo onde, em resposta à fome generalizada, o governo permite que os cidadãos não produtivos possam ser comidos.

"The Guest", de Mahmut Duyan (Turquia, 10')

Miriam emigrou da Síria enquanto refugiada e foi forçada a viver uma vida de prostituição na Turquia para sobreviver.

"Prisoner of Society", de Rati Tsiteladze (Geórgia, 15')

Esta é uma viagem íntima ao mundo e cabeça de uma mulher transexual, prisioneira entre o seu desejo de liberdade e as expectativas dos seus país e da sociedade onde se insere.Foi o primeiro documentário georgiano a ser nomeado para os European Film Academy Awards.

 

17.30 | Ajudar a Transformar a Europa – debate e workshop

Sala 2

Encontro entre os cidadãos e activistas que atuam nas mais diversas áreas a nível nacional e internacional e que, de alguma forma, têm impacto no projecto europeu.

 

18.00 | Sara, de Eva Cruells Lopez (Espanha, 66')

Sala Manoel de Oliveira

Sara é uma jovem cigana do Bairro La Mina de Barcelona que decide centrar um trabalho de investigação da escola secundária na origem da perseguição e da repressão da população cigana, nomeadamente durante a guerra civil e o franquismo. O que descobre muda profundamente a sua visão do mundo e cria-lhe uma consciência da necessidade de transformar as estruturas ancestrais que condenam os ciganos como um povo. Eleito Melhor Documentário pelo Consejo Audiovisual de Cataluña.

 

Todos os dias do Festival no espaço do Cinema São Jorge:

 

Exposição “3041,19KM”

Objetos originais recolhidos na ilha de Lesbos em março de 2016. Um retrato do que se passa diariamente no Mediterrâneo. Autoria de Pedro Pires

Apoio: Representação da Comissão Europeia em Portugal

 

Instalação “Free Entry”

Obra sujeita ao uso e intervenção dos utilizadores, e sendo uma escultura que se assemelha a uma prisão, que propõe ao público questionar a importância e significado de liberdade. Autoria de Pedro Pires

Apoio: Representação da Comissão Europeia em Portugal

 

Exposição "Mulheres laureadas com o Prémio Sakharov para a liberdade de pensamento"

Apoio: Parlamento Europeu

 


Informações Úteis

Inscrições para: festivalpolitica@gmail.com

O Festival Politica é um evento de entrada livre limitado à capacidade da sala e do limite de número de inscrições nos workshops.

Será necessário o levantamento de bilhetes para as sessões de cinema e música.

Este é um evento inclusivo, conta com tradução e interpretação para língua gestual portuguesa nos seus conteúdos.

Horários

De 25 de Abril de 2019 a 28 de Abril de 2019