Azul, Azul
Alentejo, anos 80. Luísa, ainda jovem, gere sozinha uma propriedade rural herdada da
família. Tem o apoio do irmão Alexandre, de uma irmã e do cunhado, mas a
sobrevivência da quinta torna-se cada vez mais difícil. Enquanto o cunhado defende a
transformação da herdade numa mansão de luxo destinada ao turismo, Luísa resiste à
pressão da modernização. Entretanto, Miguel, um jovem trabalhador rural, apaixona-se
pela proprietária, tratada por todos como “a fidalga”, numa relação marcada pelas
diferenças de classe e pelo peso das tradições. Adaptação de “Miguel”, de João de
Araújo Correia, este é o filme mais desconhecido da trilogia, uma vez que não teve
estreia comercial, e dialoga com os anteriores através de múltiplas referências: as
famílias em férias evocam o primeiro, enquanto as notícias sobre a crise ambiental,
ouvidas pela rádio, prolongam as inquietações de “Um S Marginal”.
Sessões
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| Sala 3