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Queer Lisboa 2025

Plainclothes | Sessão de Abertura

Pode o desejo entre dois homens fintar a vigilância policial homofóbica e vencer o conservadorismo religioso? Chegado diretamente de Sundance, a longa-metragem de estreia do norte-americano Carmen Emmi é auspiciosa e remete-nos para um conjunto de filmes que a inícios dos noventas invadiram os ecrãs desse mesmo festival, onde se pôde assistir a uma revolução narrativa e estética no contar de histórias queer, que resultou no New Queer Cinema. Nem de propósito, é nos anos 90 que se passa a ação de Plainclothes, numa pacata Syracuse do norte do Estado de Nova Iorque. Lucas (Tom Blyth), jovem polícia, faz emboscadas a homossexuais nos WCs de um centro comercial, onde conhece Andrew (Russell Tovey), por quem se apaixona, numa narrativa elegantemente escrita, história de amor com forte matriz social, passada nessa década abalada pelo VIH/sida. A esta sólida e empática história, Emmi adiciona uma densidade estética, invocando esses tempos da camcorder e do VHS, que densificam os corpos de Blyth e Tovey – magistrais nos seus papéis –, citando ainda essas imagens já históricas dos anos 50 das emboscadas de Mansfield, Ohio (recuperadas por William E. Jones), resultando num filme imerso em nostalgia, e de uma coesão rara que ainda assim não deixa de ousar experimentar.

Sessões

  • | Sala Manoel de Oliveira
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Ficha técnica

  • Realização Carmen Emmi
  • Origem EUA

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