The Death King + Q&A
Estruturada em sete episódios, cada um correspondente a um dos dias da semana,
esta antologia força-nos a assistir a diferentes histórias de suicídio, unidas apenas pela
imagem recorrente de um cadáver – o narrador silencioso do filme – que se decompõe
vagarosamente com a passagem do tempo. Formalmente mais ambicioso do que “Nekromantik”, mas igualmente inquietante, é uma meditação sobre a condição humana
tão sombria e desoladora, que a morte se torna banal em comparação com a solidão, o desespero e a dor das personagens. A proposta avant-garde de Buttgereit é mais assustadora que os típicos fantasmas, monstros, psicopatas ou jump scares, porque retrata a violência e o terror do dia-a-dia, onde não existem vilões, apenas vítimas – do mundo e de si mesmas.
Sessões
-
| Sala 2